Sempre que ouvimos o nome Tom Clancy pensamos logo em jogos dos mais variados gêneros, mas todos envolvendo conflitos armados e estratégias militares. Quando vemos os primeiros vídeos do jogo para PC, PS3 , Xbox 360, PSP e Nintendo DS , muitos pensam “lá vem mais um jogo RTS de guerra”, mas acreditem, aqui não é o caso. Para quem gosta da ação um tanto quanto desenfreada e da famosa estratégia de fortalecer e atacar ficará um pouco frustrado. Mas isso significa que o jogo é chato? Nem um pouco!
A história de End War se baseia em um futuro onde se formam 3 grandes blocos militares e econômicos: Joint Strike Force (EUA), Enforcer Corp (Europa) e Spetnaz (Rússia). Vamos aos aspectos iniciais do jogo. A forma mais simples de ver os mapas iniciais é como um simples aprendizado do sistema, onde aprendemos que existem 3 formas básicas de unidades no melhor estilo pedra-papel-tesoura, de modo que é preciso apenas atacar os inimigos com as unidades certas e a vitória estará garantida. Aprendemos que há um sistema de cobertura que envolve a infiltração em construções, diminuindo danos, mas não se engane, elas não duram pra sempre. E, após muitos danos, sua tropa ficará desprotegida e em perigo. Depois de alguns mapas, vemos um incidente que dá início a uma 3ª Guerra Mundial entre esses 3 gigantes, que se formaram no decorrer dos anos. Daí para frente é que a ação começa pra valer.

Até aí nada que não tenhamos visto já em World In Conflict, que também vale a pena ser conferido. A grande novidade aqui são os comandos táticos por voz. Parece simples, mas será que é funcional? Garantimos que, até mesmo quando nos enrolamos para falar os comandos ao jogar, ele conseguiu entender, sendo a média de acertos de comandos muito alta. Infelizmente o jogo é 100% em inglês, com isso você será obrigado a conhecer um pouco da língua para dar ordens com alguma eficiência. Para quem não quiser ou não puder usar o microfone, é perfeitamente possível jogar usando apenas o mouse e, assim, teremos algo mais próximo ainda de um RTS normal .
Jogamos por algumas horas antes de escrever este artigo e podemos dizer que é recomendado para quem curte RTS com estratégia, pois neste aqui um movimento equivocado pode levar você à falha da missão. No entanto, não desanime, pois as missões são muito mais baseadas em tempo do que objetivos propriamente ditos. A máquina aonde este teste foi feito é equipada com uma GeForce 8600 (nem GT nem GTX, uma normal mesmo) com 256 MB DRR3, processador Athlon 64 X2 5000+, 4 GB de RAM e um monitor de 19” LCD. Nessa configuração, o jogo se autoconfigurou para Low (baixa qualidade), o que a princípio nos fez ver com maus olhos, mas conforme o jogo foi seguindo, nos vimos mais imersos na ação do que preocupados com pixels e etc.
Resumindo, se você tem essa grana, curte RTS e está a fim de jogar algo novo, eis aqui uma oportunidade legal. Se você está procurando uma nota, daríamos 7.5, mas só porque não conseguimos rodá-lo no máximo e pelo foco das missões ser mais no tempo do que nos objetivos.
